m grupo de parlamentares agiu para aprovar propostas no Congresso Nacional que favoreciam o Banco Master, blindavam políticos, pressionavam a Polícia Federal e o Banco Central e agora tenta evitar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso.

Nos bastidores, as iniciativas têm sido atribuídas à chamada “Bancada do Master” no Congresso. A bancada deixou digitais enquanto o Master vendia carteiras “podres” para o Banco de Brasília (BRB), o banqueiro Daniel Vorcaro aumentava seu leque de relações políticas com festas e eventos patrocinados e o BRB, controlado pelo governo do Distrito Federal, tentava comprar o banco.
As movimentações do Banco Master estão sob investigação da Polícia Federal. O processo sigiloso está nas mãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), cujos familiares tiveram participação em um resort de luxo que recebeu recursos de fundos ligados ao Master.
O Master começou a vender carteiras de crédito consignado para o BRB em junho de 2024. Segundo a investigação, de janeiro a junho de 2025, o BRB comprou R$ 6,7 bilhões em carteiras falsas do Master e pagou mais R$ 5,5 bilhões de prêmio, totalizando R$ 12,2 bilhões.
Em março do ano passado, o BRB tentou comprar o Master, mas a proposta foi rejeitada pelo Banco Central em setembro. Vorcaro foi preso em novembro, tendo sido solto depois, e o banco foi liquidado pelo BC. As datas coincidem com os movimentos de líderes no Congresso para aprovar propostas favoreciam o banco e blindavam políticos.
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