A longa espera acabou, mas, para o torcedor brasileiro, o sentimento que embala este início de Mundial é bem diferente daquele de Copas passadas. Depois de um ciclo de Eliminatórias conturbado — marcado pela pior campanha da história do país no torneio qualificatório e pela dança das cadeiras que fez a Seleção passar pelas mãos de três treinadores diferentes —, o Brasil entra em campo hoje, contra Marrocos, pisando em ovos.

A esperança pelo hexacampeonato ainda existe, viva pelo peso da Amarelinha, mas caminha lado a lado com uma profunda desconfiança. Para que o caneco venha, o Brasil precisará contar com um fenômeno raro, mas que só o maior torneio de futebol do planeta é capaz de proporcionar: a metamorfose em plena competição.
Historicamente, a própria Seleção Brasileira e outras grandes potências já provaram que é possível um time se ajustar, encontrar o encaixe tático e recuperar a química no meio do torneio. É a essa “magia de Copa” que a torcida se apega hoje.